DIA NACIONAL CADETES 2016

DIA NACIONAL CADETES 2016

 

DIA NACIONAL DOS CADETES DE PORTUGAL 

ESCOLA DAS ARMAS MAFRA - 2016

 

   S. Exª. o Chefe do Estado-Maior do Exército, General Frederico José Rovisco Duarte, deu-nos a honra de aceitar presidir ao Dia Nacional dos Cadetes em Portugal, no 30 de Abril de 2016, sendo também a primeira vez que o Exército recebe os Cadetes do Mar e os Cadetes do Exército de Portugal, na Escola das Armas em Mafra, dia festivo anual em que juntamos, pelo sexto ano consecutivo, os nossos jovens Cadetes, os seus Pais, os Professores e os Formadores, de todas as Unidades do país. Duas razões justificaram este ano tal distinção.

   Tivemos pela primeira vez em Portugal, formados na parada, ao lado dos jovens Cadetes, os Núcleos de Reservistas de Portugal, que se apresentam a S. Exª. o General CEME, constituídos pelos primeiros cidadãos voluntários, tendo já todos prestado serviço militar à sua Pátria, mas que agora, já fora do serviço activo, estão de novo disponíveis para colaborarem com o Ramo das Forças Armadas onde serviram, ajudando a formar jovens Cidadãos Patriotas, nos termos autorizados pelo respectivo Chefe do Estado-Maior do seu Ramo.

   Trata-se da formalização do primeiro passo decisivo para sustentar o alargamento a todo o país, de novas Unidades de Cadetes do Mar e do Exército, em cidades sede de estabelecimentos da Marinha, da Autoridade Marítima Nacional ou do Exército, contando com estes formadores voluntários residentes, mais aqueles que progressivamente a eles se juntarem. Na sua terra, poderão testemunhar aos mais jovens nas Escolas, as suas vivências ao serviço do seu País. Isto mesmo praticam e nos testemunharam, os Reservistas de todos os países aliados que nos têm visitado.

   Não vamos fazer recrutamento aos jovens nas Escolas, e também recusamos frontalmente fazer endoutrinamento ideológico. Mas sentimos o dever cívico de passar aos jovens o testemunho das gerações mais velhas, que no seu tempo também souberam defender Portugal.

   Estamos nas Escolas a ensinar aos jovens que eles também têm deveres para com a sua Pátria, e que estes deveres implicam criarem compromissos, com a segurança da nossa terra, com a defesa da nossa cultura, com a adesão aos nossos valores comuns.

   O nosso compromisso ético para com os Pais e as Escolas, é transmitirmos aos jovens Cadetes, a cidadania Portuguesa, exclusiva e exactamente nos termos em que vem expressa no Conceito Estratégico da Defesa Nacional, este é o nosso código de honra.

   Assim, na cerimónia da manhã na parada de Mafra, perante o Estandarte Nacional e cantando o nosso Hino, todos afirmámos a nossa adesão às causas de Portugal, bem como o nosso Dever de Memória para continuarmos o legado das gerações que nos precederam na construção do nosso Portugal de hoje e de sempre. Evocámos também nesta data o centenário da criação da Cruz de Guerra, medalha dos nossos heróis.

Outra razão maior nos congregou naquele dia a Mafra, inadiável. Trata-se de um sobressalto cívico, comum a cada vez mais Portugueses, a despertar-nos para a urgência de assumirmos todos, em conjunto, a formação cívica dos nossos jovens.    A Escola tem passado ao lado do despertar da consciência dos jovens para os perigos e ameaças mundiais. Por isso muitos deles vivem alheios, vulneráveis, indefesos.

   Nós não os podemos deixar iludidos. As ameaças à soberania de Portugal e à segurança dos Portugueses, estão cada vez mais perto. Esta imprevisibilidade e volatilidade nas relações internacionais, está bem visível. Perante o terrorismo à porta, novas guerras a Leste e a infiltração incontrolável de clandestinos, os jovens Portugueses têm de saber como defender-se dessas ameaças.

   Ora, os jovens Cadetes do Mar e do Exército já estão a dar o exemplo nas suas Escolas, ensinando aos outros, seus colegas, bem como na comunidade, tudo o que com a Marinha e o Exército aprenderam. Este é o seu compromisso, o Serviço Cívico à sua comunidade de pertença. Por isso, na parte da tarde, apresentaram o resultado do seu trabalho, aos nossos convidados.

   Assim, os Cadetes animaram mais de uma dezena de salas da Escola das Armas, a funcionarem em simultâneo, onde convidaram cada participante a escolher, apenas um tema, do seu interesse ou preferência, quer se tratasse de um alerta cívico contra as ameaças a Portugal, nos dias de hoje ou noutra época, ou ainda de um apelo solidário, para uma causa comum aos Portugueses.

   Na parada da Escola das Armas, Estabelecimento do Exército que tem conduzido exemplarmente a formação dos jovens Cadetes de Rio Maior, estiveram formadas as Unidades de Cadetes do Mar e do Exército que frequentaram este ano a formação para jovens nas Escolas, apoiadas pela Marinha e pelo Exército.

   Foram as seguintes as Unidade que constituíram esta formatura:

  • No início da formatura do Corpo de Cadetes do Mar, situou-se o Guião daquele Corpo, sendo porta-guião um Cadete do Mar Fuzileiro, Especializado e Instrutor
  • - A primeira Unidade na formatura foi a dos Cadetes do Mar Fuzileiros, comandada pelo Sargento-Mór José Talhadas.
  • - Em seguida formou a Unidade de Cadetes do Mar de Rio Maior, comandada pelo Sargento Ajudante Arménio Pereira.
  • - Na terceira posição estava formada a Unidade de Cadetes do Mar da Canoa do Tejo Boneca, comandada pelo Patrão de Alto Mar Carlos Costa
  • - Formada à sua esquerda estava a Unidade de Cadetes do Mar do Colégio Pedro Arrupe, comandada pelo Sargento-Mór António David
  • - Fechou a formatura do Corpo de Cadetes do Mar, a Unidade de Cadetes do Mar da Amadora, comandada pelo 1º Sargento Santos Maia
  • - No início da formatura do Corpo de Cadetes do Exército, situava-se o Guião daquele Corpo, sendo porta-guião um Cadete da Escola de Cacia de Aveiro, Graduado e Instrutor
  • - A primeira Unidade de Cadetes do Exército formada foi a de Rio Maior, comandada pelo Sargento-Chefe Jesus
  • - À sua esquerda formava a Unidade de Cadetes do Exército de Aveiro constituída nas Escolas de Cacia e do Eixo, comandada pelo Sargento-Mór Luís Correia.
  • - Fechava a formatura a Unidade de Cadetes do Exército da Escola Gualdim Pais em Tomar, comandada pelo Sargento Mor Farinha.
  • No lado esquerdo da parada encontrava-se formada a Liga dos Reservistas de Portugal, constituída pelos primeiros Corpos Sociais fundadores desta associação no nosso país. Esta nova associação congrega ex-militares que prestaram serviço nas nossas Forças Armadas e que hoje se apresentam publicamente às altas entidades das nossas Forças Armadas presentes.
  • É a primeira vez na história da organização dos jovens Cadetes em Portugal, que uma associação de Reservistas se constitui, com o objectivo de sustentar a formação de novas Unidades em qualquer Escola do nosso pais, contando com os Reservistas que habitam nessas localidades e que deste modo se voluntariam para voltar a colaborar com o Ramo das Forças Armadas em que serviram a Pátria.
  • Esta formatura foi comandada pelo Presidente da Direcção dos Reservistas, o Tenente Rc Ricardo Rosinha.
  • A formatura foi comandado pelo Coronel Luís Sodré de Albuquerque, que, por inerência de funções de Director do Museu Militar, exerce por nomeação do General Chefe do Estado-Maior do Exército, o cargo de Comandante do Corpo de Cadetes do Exército de Portugal.
  • A finalizar a cerimónia da manhã, foi lido pelo Presidente da Liga dos Reservistas de Portugal, Tenente Reservista Ricardo Rosinha, o Compromisso de Honra dos Reservistas de Portugal para com os Cadetes do Mar e do Exército de Portugal.
  • Os Familiares, os Cadetes, os seus Formadores Militares e os Professores das Escolas a dirigirem-se ao Refeitório dos Frades onde foi servido um almoço volante, oferecido pela Escola das Armas, ao que se seguiu um tempo de convívio entre todos.

Fotografia;

Mário Manso